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Nada como um compromisso mais forte…

…para nos fazer chegar ao fim das coisas.

Por isso a primeira versão beta do perl-GPSData já está no CPAN (só falta o indexer fazer o seu trabalho).

Assim sinto-me mesmo… erms… motivado para o terminar mais rapido! :)

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Originally written on Mar 26, 2003 @ 00:58
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Tabela periódica… Com um twist!

Super Geeky, mas quase completamente inútil este site é fabuloso! Compensa bastante ver a versão flash. Super Hi-Tech!

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Originally written on Mar 25, 2003 @ 20:58
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Onde está o Wally^H^H^H^H^Hproblema?

A boa notícia é que finalmente consegui revelar dois rolos sem ficar com os negativos todos manchados.
A má notícia é que mudei vários factores e não sei ao certo o que foi responsável pela melhoria! :)

Desta vez e porque estava farto de ter negativos manchados que me obrigavam a lavá-los e re-fixá-los mais tarde resolvi:

  1. Duplicar o tempo de fixagem (utilizava o tempo indicado pelo fabricante do fixador - Ilford Hypam);
  2. Duplicar o tempo de lavagem e variar o processo (utilizava o esquema de 5-10-20-50-100 inversões indicado pela Ilford, mas desta vez para além deste método fiz uma boa lavagem com tanque aberto antes e depois deste processo);
  3. Deixei definitivamente de utilizar o agente molhante.

O que foi que fez a diferença não sei, mas este passou a ser o meu método a partir de agora, sem dúvida!

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Originally written on Mar 25, 2003 @ 14:08
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Update do projecto

Embora não tenha tido muito tempo para mexer no project MyGPSDatabase já tenho mentalmente o esquema de objectos bastante bem organizado.

Os módulos de Storage e de Waypoint já estão bem adiantados, faltam agora os módulos de agrupamento, Search e o top-level.

Em breve os módulos de perl vão estar disponíveis no CPAN e depois o projecto em sí pode arrancar com a interface command-line (para já a prioritária).

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Originally written on Mar 20, 2003 @ 19:24
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Retorno do aleijado

Finalmente voltei a nadar depois da rotura de ligamento na mão feita no ski. Claro que 2 meses parados deixam as suas marcas, voltei a ser o mais lento da minha pista e agora que temos treinos mais puxados por causa dos encontros e competições que se aproximam nota-se bem a falta de forma, mas mesmo assim consegui fazer uns 1200 metros sem grande drama. O pior mesmo são as estafetas em sprint…

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Originally written on Mar 20, 2003 @ 14:53
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Todo partidinho mas todo contente!

Estou de volta de um fim-de-semana pouco habitual. Fui fazer um passeio de BTT organizado pela Ciclonatur.

Este passeio foi em Castelo de Vide e, como eu já sabia, a região merece bem uns passeios destes. Já há dois anos tinha feito um passeio também da Ciclonatur no Marvão e achei óptimo, com a ressalva de que fui no nível 2 e de, apesar de estar mais ou menos em forma na altura, ter ficado de rastos.
Este ano como estava mesmo fora de forma fui no nível 1 e fiz os cerca de 35 Km. Diverti-me imenso, disfrutei do passeio e não fiquei para morrer de dores musculares nem de cansaço. Resumindo o passeio deste ano soube-me bem melhor!

O Vasco foi no de nível 2 e também adorou e as meninas foram no passeio pedestre (18 Km) e também gostaram. Toda a gente estava em melhor forma e ficaram em melhor estado este ano do que há dois anos atrás.
A única coisa mais chata foi o facto da organização do evento se ter esquecido de ir ao local de partida designado para o passeio de relaxamento de Domingo e nos ter deixado a mim e ao Vasco (bem como a mais 3 pessoas) pendurados.
Acabámos por ir dar uma volta por nossa conta mas foi muito chato termos perdido a oportunidade de fazer mais este passeio com o pessoal todo.

Enfim, tirando este precalço pelo qual toda a gente da organização ficou realmente desolada (encontrámo-los no final da volta) foi mais um belo fim-de-semana de ar livre e BTT.
Claro que como primeiro fim-de-semana de sol e ar livre do ano (e por não ter contado com isso logo de início) estou com um belo bronze/escaldão de camionista até aos pulsos, onde as luvas integrais garantem um belo branco-lula.
Lindo!

Antes da Partida: Castelo de Vide, 15 de Março de 2003, antes da partida para o passeio da Ciclonatur.

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Originally written on Mar 16, 2003 @ 22:37
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CPAN

Já me registei como autor no CPAN, brevemente colocarei o meu primeiro pacote lá com os módulos utilizados pelo MyGPSDatabase que, diga-se de passagem, estão a levar uma volta enorme em relação à estrutura do pacote pre-alpha que está disponível…

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Originally written on Mar 12, 2003 @ 23:30
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Chicago

Já me esquecia, fui ver o Chicago (IMDb Id: 0299658) na terça-feira.

O filme é muito giro, muito parecido com o espectáculo que tive oportunidade de ver há um ano ou dois atrás.

Bom ritmo, com uma montagem diferente e uma banda sonora muito interessante. Não é dramático perdê-lo no cinema, mas vale bem a pena vê-lo nem que seja mais tarde em casa.

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Originally written on Mar 12, 2003 @ 16:08
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Status

Não consegui adiantar muito o projecto MyGPSDatabase, não tive muito tempo para lhe dedicar e ainda por cima ainda ando às voltas com a sua estruturação.

Para já é mais ou menos claro que vou ter de escrever módulos perl genéricos para manuseamento dos dados e conversão entre formatos e outros para tratar do storage (para já o de mysql está quase feito, mas tenho de deixar a api aberta para poder suportar outras alternativas). Talvez os coloque no cpan?

Depois quero fazer um cliente command-line simples mas full-featured (este já tem o código mais ou menos feito), outro web-based e talvez um em gtk (quero experimentar programar um bocado para gtk-perl e não há desculpa melhor, mas acho que vai dar bastante trabalho…).

Bom, em relação à comunicação com o GPS em sí descobri que alguém já fez isto em perl e tem no cpan um bundle chamado perl-gps que faz o que eu quero, mas já não mantém este código. Tenho de decidir se pego nele e o mantenho ou se pura e simplesmente abandono a ideia de interface directa a partir dos meus programas.

À parte disso instalei os meus primeiros módulos X-10 em casa para resolver um problema de logística (Quando subo para o sotão não tinha maneira fácil de acender nenhuma luz sem ser andar às escuras à procura do interruptor do candeeiro mais próximo).
Com a instalação do pacote Home Control Kit fiquei com um comando remoto que permite acender ou apagar as duas fontes de luz existentes.
Agora a parte interessante é verificar que se instalar o módulo receptor cd rf na garagem o sinal X-10 enviado por ele chega perfeitamente ao sotão! As possibilidades são mesmo muito interessantes e o próximo passo vai ser comprar a interface para PC para poder monitorizar e controlar as coisas remotamente e automaticamente.

Bom, de resto terminei finalmente o Mona Lisa Overdrive e comecei a lêr o Diamond Age. Decididamente Neal Stephenson bate William Gibson aos pontos.

E pronto, assim chegamos ao fim do resumo da semana em “All Things Geek”! :)

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Originally written on Mar 11, 2003 @ 19:11
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Fase 2 da destruição

Bom, passadas duas semanas com metade do soalho retirado para ver se o chão secava lá tivémos de insistir (tipo dar um ultimato mesmo) para se tirar o resto do soalho pois o chão não ia secar em condições nos próximos meses…

E, claro, a água tinha mesmo chegado à parede oposta à do desastre…

Enfins, agora não temos mesmo chão no corredor do quarto, mas pelo menos o chão deve secar em mais uma semanita ou assim.

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Originally written on Mar 11, 2003 @ 18:47
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Teoria de desenho de worms

Descobri um paper sobre desenho de worms coordenadas.

Muito kool. Assustador, mas muito muito kool.

A teoria é lindíssima!

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Originally written on Mar 07, 2003 @ 17:41
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A distância

A verdade é que a distância afectiva pode ser uma coisa terrível.
Se nos apercebemos que já existe essa distância então, por virtude dela, já se pode dar o caso de não se conseguir fazer nada para voltar atrás.


Ando há algum tempo para escrever sobre a distância. Não é sobre a distância física. Não pretendo fazer nenhum tratado de geografia nem escrever sobre transportes ou sobre as comunicações e como todos estes factores podem afectar a distância (ou a percepção da mesma).

Não, se fosse isso seria fácil escrever e não andaria há semanas a remoer sobre o que quero ao certo escrever e sobre como fazê-lo sem tornar isto demasiado definitivo. Eu tenho o péssimo hábito de, uma vez colocado um determinado assunto na sua devida perspectiva, considerar que tratei dele o melhor que podia e não volto a colocá-lo em análise até ter razões para o fazer de novo. E essas razões raramente aparecem, se o tratamento que lhe dei foi realmente exaustivo…

Mas sobre o que é que eu quero escrever afinal?

Bom, é sobre a distância psicológica. Ou, mais precisamente, sobre a distância afectiva.

A distância afectiva é algo que existe nas nossas vidas envolvendo uma série de circunstâncias em que é saudável e necessário que ela exista. Mal de nós se não nos conseguíssemos distanciar de uma série de situações que nos afectam mais ou menos mas que não nos dizem directamente respeito e que não queremos de todo que nos toquem mais profundamente. Isto é verdade no trabalho e na nossa vida privada, nas situações que se nos deparam todos os dias inesperadamente e naquelas que tentamos evitar a todo o custo (talvez por sabermos de antemão que não vamos conseguir manter a tão desejada distância emocional).

Mas é claro que isto não tem absolutamente nada a ver com aquilo que eu quero escrever… Mais uma vez estou a adiar o que quero dizer. Talvez por não saber ao certo como dizer o que quero. Talvez por ter medo de o dizer, por pura cobardia…

A verdade é que a distância afectiva pode ser uma coisa terrível. E pode causar uma tristeza enorme quando a sua presença insidiosa começa a fazer-se notar naqueles sítios onde tínhamos a certeza absoluta que nunca encontraríamos tal besta.

E quando nos apercebemos dela já pode ser demasiado tarde. Se nos apercebemos que já existe essa distância então, por virtude dela, já se pode dar o caso de não se conseguir fazer nada para voltar atrás. Afinal isso já é algo que nos é distante, já não nos afecta, não é?

É triste quando nos apercebemos de repente que algo ou (ok, vamos lá) alguém com quem sempre contámos para basicamente tudo e mais alguma coisa se tornou distante. Claro que não estou a falar daquelas pessoas que por virtude do seu percurso de vida foram morar para longe, não necessariamente, pelo menos. Estou a falar daquelas que por virtude do seu percurso de vida ficaram (ou foram) morar noutro universo.

Toda a gente tem um percurso a fazer e, claro está, as experiências de vida que cada um vai acumulando ao longo desse percurso marcam e, sobretudo, transformam as pessoas. Chama-se a isso evolução, se não estou em erro. E diz-se que é bom. Pelo menos é necessário, cada um tem de se adaptar e aprender com essas experiências e até há aqueles que conseguem conduzir essa evolução no sentido que pretendem. Esses são os vulgarmente denominados “vencedores” e, como é políticamente correcto dizer-se hoje em dia, “power to them”. Mas na sua grande maioria as pessoas acabam por seguir caminhos em grande parte marcados pelo acaso (ou sorte se preferirem) e por ir dando apenas uns ligeiros empurrõezinhos nesta ou naquela direcção. Experimentar o que a vida tem para nos oferecer também pode ser bastante satisfatório.

Mas que dizer daquelas pessoas com quem durante anos mantivemos um relacionamento tão estreito, tão próximo que tínhamos a certeza que seja qual for o caminho que cada um de nós siga, haverá sempre uma ligação próxima entre nós? Se os nossos caminhos de aprendizes de Homens nos levaram a pontos diametralmente opostos da (metafórica) terra isso não é obstáculo para a amizade eterna de quem é verdadeiramente amigo e, como tal, há sempre uma rota imediata através do centro da terra de ligação entre nós, certo?

Pois, atrevo-me a dizer que sim, isso é verdade. Mas… é verdade que existem aquelas pessoas que perdemos algures numa curva mais apertada do caminho da vida e com quem perdemos contacto durante sabe-se lá quanto tempo (anos!). Passado algum tempo voltam a entrar na nossa vida, com toda a bagagem adquirida durante este período (que pode ser muita e pesada), e a sua essência manteve-se este tempo todo. Aliás só podia ser assim, a verdadeira essência mantém-se sempre por definição, senão não seria a essência da pessoa. E quando se dão estes casos é uma alegria imensa voltar a darmo-nos com esses velhos amigos. Claro que não somos exactamente as mesmas pessoas, todos aprendemos algo (muito ou pouco, não interessa), todos evoluímos e crescemos. E acabamos por ganhar também com a evolução alheia - todos podemos aprender com a experiência dos outros. Nem que seja aprender a ignorá-la quando se justifica. E esses amigos seguem a sua estrada e nós seguimos a nossa e durante algum tempo até podem ser estradas paralelas (no mínimo são estradas próximas) e se nos voltarmos a afastar por vicissitudes da vida sabemos que mais uma vez temos aquela ligação que ilude as regras da física (e da lógica) e que nos poderemos encontrar de novo se quisermos.

Mas…

E nos casos em que as coisas não se passam assim? E quando aquelas pessoas que nós pensamos que percorrem um caminho próximo do nosso estão na realidade num caminho tão diferente, numa rota tão divergente que, quando nos apercebemos, já estão demasiado longe para quererem encontrar a tal ligação “mágica” que existia e que parecia ser tão forte (porque tão natural)?

Estou confuso. às vezes acontece que as pessoas que nós pensamos que tinham uma essência “volátil”, apesar de agradável, se revelam realmente agradáveis de (re)encontrar e mantêm essa mesma essência tal e qual (ok, talvez um pouco mais polida). Estes casos são as surpresas agradáveis e são os que nos enchem de alegria. Mas como é que nos podemos enganar tanto noutros casos? Nos casos em que pensávamos que determinada pessoa era realmente “compatível” connosco? Que essa pessoa jamais iria mudar as suas características básicas e que, portanto, jamais nos sentiríamos estranhos perante eles? Bolas, como podemos ser estúpidos!

É triste ver que quando o nosso tempo começa a escassear e começamos a ter, necessariamente, menos contacto com as pessoas, aqueles que julgávamos mais próximos e, portanto, mais imunes a essa privação de contacto frequente por vezes são os que mais se afastam. Mas o pior é que esse afastamento nem sempre é óbvio ou visível. Pode começar com uma indisponibilidade para aproveitar um tempinho para nos encontrarmos (mas tudo bem, sei bem como é, também eu tenho uma vida complicada, coitado/a). E continua com mais indisponibilidades. E ainda mais! E claro que nós insistimos, arranjamos tempo que não temos mas como “é por uma boa causa” roubamos aqui e ali… Ou melhor, predispomo-nos a roubar porque a outra pessoa nunca tem esse tempo. Estranho…

Mas tudo bem, há sempre os encontros “oficiais” - as festas, os aniversários, as saídas habituais nem que seja nas noites de verão. Mas ainda assim algo está errado, algo parece não encaixar… Parece que não reconhecemos essa pessoa no seu todo… Os amigos mudaram, mas isso não é razão para nos preocuparmos, e no entanto… As conversas parecem mais de circunstância, mais formais, mais impessoais. E quando referimos esse facto a reacção é firme “claro que não, que disparate! lembras-te quando…”. E no entanto esse “lembraste quando” é usado uma vez, duas vezes… Ok, alto! Algo de muito estranho se passa por aqui!

Será? Não posso crer! Mas… Tanta gente com que eu deixei de me dar, tantos amigos que esqueci e que me esqueceram pelo caminho e logo aqueles com quem sempre mantive o contacto (mais ou menos) regular… Será? Pois, parece que sim, há aqui uma certa distância emocional que me está a incomodar mesmo muito! Mas porquê? O que aconteceu? O que é que não aconteceu? Provavelmente falhei grosseiramente ao longo deste tempo todo, devo ter feito algo de realmente errado e devo tê-lo feito repetidamente. Só pode ser. Que outra explicação haverá para esta coisa tão estranha e tão dolorosa? Sim dolorosa, naturalmente há coisas piores e afastamentos ainda mais marcantes e causadores de desespero (mais tarde, mais tarde, ainda não estou preparado para escrever sobre estes), mas este tipo de distanciamento é realmente doloroso e causa uma tristeza enorme.

Claro que eu fiz alguma coisa de errado. Provavelmente até muitas coisas mas, como se torna habitual ouvir ao fim de um certo tempo de insistência nas tentativas de reaproximação: “são precisos dois para deixarmos de nos ver e a minha casa (metaforicamente falando) é tão longe da tua como a tua da minha”. Pois, mas o ponto é mesmo esse: eu insisti que me fartei, tentei mesmo, aflorei o assunto uma meia dúzia de vezes de modo mais ou menos directo (nunca demasiadamente profundo pois eu conheço os meus amigos e já tive ocasiões suficientes para me aperceber de até onde posso ir), brinquei sobre isso, mostrei que estava desapontado, inventei desculpas para proporcionar uma aproximação e nada… Ou melhor, nada de realmente satisfatório, apenas passagens breves e encurtadas à partida por uma miríade de razões (todas válidas individualmente mas formando um conjunto realmente cerrado de desculpas).

Bolas, que raio é que se passou aqui? Então e aquela história toda sobre a essência? Se a essência é, por definição, imutável então que se passou com a essência do meu amigo? Afinal é tudo uma grande treta e não há uma “essência” inerente a cada pessoa, apenas um conjunto de características temporalmente instáveis?

Não acredito nisso. Talvez porque não quero acreditar, talvez porque acreditar me levaria a ter de deitar por terra grande parte do meu sistema de crenças sem nada que o substitua mas, sobretudo, porque tenho mais provas a favor do que a contrário dessa teoria. Afinal tenho mais exemplos de pessoas que mantiveram a sua essência, o seu “eu” mais profundo relativamente inalterado do que exemplos do contrário. E em alguns casos estas pessoas passaram por provações que nada têm a ver com os pequenos sobressaltos que muitas das tais pessoa mais próximas encontraram no seu caminho. De facto eu nem sei se tenho exemplos do contrário, terá de facto sido isso que aconteceu com o meu amigo? Não terei sido eu demasiado novo e inexperiente para conseguir distinguir a verdadeira essência no meio de todo aquele acne juvenil e dúvidas existenciais? Duvido, consegui faze-lo numa série de outras pessoas, porque é que não conseguiria fazê-lo neste caso? Será que a proximidade me tornou cego a algumas características mais obvias? Duvido… Será que, será que… …

Pois, isso é uma das coisas que mais me incomodam no final de contas: não sei! Não sei de todo o que se passou ou porque é que isso (seja o que for) se passou, mas a verdade é que ela está lá. óbvia, fria, desconsoladora e incontornavel, a distância afectiva está bem presente e avança a passos largos.

E parece-me que não há nada a fazer. Não há nada a fazer por não haver vontade de fazer nada, claro. E é isso que me entristece, que me incomoda! Caramba, vai-se deixar morrer algo que me parece que foi uma boa amizade pela simples preguiça? Mas não, isto não pode ser mesmo preguiça, pois não? A preguiça é uma razão demasiado fraca e fácil para justificar o que está a acontecer. Pode ser que seja eu que quero dar demasiada importância a este relacionamento, mas por preguiça? Seja como for, preguiça, desinteresse, incapacidade, o facto mantêm-se que para já a coisa morreu. Não vou ser fatalista a ponto de dizer que “não há retorno, foi-se para sempre, snif! < violinos >”, mas que vejo o futuro desta relação muito negro, isso vejo. Ou melhor, não é muito negro, é mais um deprimente crú-sujo. Não sabem o que é isso, pois não (as mulheres podem tentar acompanhar a mente masculina aqui por um momento para simplificar, ok? obrigado)? Então é exactamente isso, eu também não sei o que é feito desta relação e certamente não reconheço o meu amigo e não sei de todo o que é feito dele, mas uma coisa é certa: ou a essência dele era outra ou então mudou mesmo muito! Evoluiu para um plano muito superior ao meu que eu não consigo sequer reconhecer, afastou-se para o limbo, parou simplesmente no tempo e estagnou, seja como for não a reconheço e, sobretudo, não me revejo mínimamente nela. E assim fica difícil manter uma amizade verdadeira e aberta.

Sim, acho que fiz um monte de erros (alguns poderia ter evitado, mas a maioria ainda nem sei quais são), mas um erro que não fiz foi o de me desinteressar. Seja como for, o que realmente importa é que já não sei se faz sentido continuar a tentar, não sei se a distância não será já tão grande que, na falta do tal canal mágico de comunicação, não seja já necessário um grande acaso, que faça com que a evolução dos nossos caminhos seja de tal forma que nos voltemos a aproximar de novo num futuro mais ou menos distante. Se assim for, óptimo, ficarei mesmo muito contente. Se não for esse o caso, fico com pena. Lembrar-me-ei sempre dos bons momentos que esta amizade me proporcionou e da felicidade que ela me trouxe, mas ficarei sempre na dúvida sobre o que realmente aconteceu. E isso, enquanto pessoa (e sobretudo enquanto engenheiro - alguém que resolve problemas) incomoda-me terrivelmente! Mas pelo menos a tristeza passa. Isso passa sempre. E nós aprendemos (quanto mais não seja aprendemos a saborear o que temos enquanto o temos).

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Originally written on Mar 07, 2003 @ 11:39
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Templates diferentes

Realmente parece que o metaData-plugin é mesmo muito interessante.

Finalmente posso ter templates diferentes para diferentes páginas do site de acordo com um critério tão simples como ter um determinado valor para um certo meta-item. Nada mau!

Pra já e apenas para experimentar já alterei o look (muito pouco, foi só para testar) das páginas de projectos e retirei-lhes os menús laterais que não interessavam nessa secção. Simplissíssimo!

Finalmente vou poder brinca aos designers e mudar mesmo o look de secções como as páginas do casamento, viagens, etc… :)

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Originally written on Mar 07, 2003 @ 10:31
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Pesquisa no site

Acrescentei uma caixa de pesquisa no site. Comecei finalmente a utilizar o plugin de metaData do manilla e isto parece prometer. Não é exactamente o mesmo que ter uma coisa totalmente dinâmica mas acho que já me vai permitir fazer umas coisas engraçadas sem ter de avançar para um site movable-type-like…

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Originally written on Mar 06, 2003 @ 23:55
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Projecto MyGPSDatabase

Apesar da falta de tempo crónica da semana passada sempre consegui dar uns toques no projecto MyGPSDatabase.

A viagem do Porto para Lisboa no combóio foi muito produtiva até ter ficado sem bateria (é mesmo mau perder o ALFA…).

Neste momento as funções basicas de entrada de dados na BD estão feitas e já comecei com as de leitura, vamos ver se esta semana consigo algo de mais concreto para poder começar a fazer testes ao vivo e a côres com o meu Garmin GPS III.

Para já acho que vou usar os scripts do projecto GPS Drive no que toca à comunicação com o GPS em sí pois eles já têm uma série de coisas interessantes (aliás, o projecto é mesmo muito bom todo ele).

No futuro o que era mesmo interessante era o GPS Drive deixar de usar aquela base de dados foleira dele e passar a uasr uma coisa mais flexivel como o que eu tenho em mente…

Se as coisas correrem bem com este pequeno projecto sou capaz de falar com essa malta e ver o que se pode fazer em termos de integração, mas para já baby steps, que o tempo não abunda…

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Originally written on Mar 03, 2003 @ 17:52
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All Consuming e os problemas do site…

Pois é, por muito interessante que seja o serviço de feed em tempo real dos livros que estamos a lêr do All Consuming tive de retirar a caixinha com o “now reading” do meu site porque por vezes o servidor deles pendura e como aquilo é um javascriptzeco que vai lá buscar informação o meu blog ficava também pendurado à espera. Pena, mas eu quero mesmo ter a página o mais rápida possível e já basta lentidão do servidor do EditHere por vezes…

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Originally written on Mar 03, 2003 @ 17:39
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Cristais de neve

Descobri um site fabuloso com fotos de cristais de neve. Agora ainda tenho mais razões para gostar da neve!

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Originally written on Mar 03, 2003 @ 17:33
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